quinta-feira, 21 de agosto de 2014

FALAR DA MORTE,É FALAR DA VIDA!


FALAR DA MORTE, É FALAR DA VIDA!
Max Willian


 

Em uma de minhas aulas, em uma das escolas estaduais em que leciono, o assunto “morte” – de mansinho – surgiu. Ele não brotou de modo rebuscado, polido e acadêmico. Mas, no doce falar de quem mal opina, questiona ou impõe-se em determinados assuntos debatidos em sala de aula. Daquela vez foi diferente!

A garota levantou a mão educadamente e disse: “professor, não gosto do assunto morte, pois ele causa-me – sempre que penso – arrepios, tristeza, medo do por vir e falta de segurança”. A aluna ainda ressaltou que se soubéssemos de que maneira chegaríamos ao fim da vida, possivelmente, enlouqueceríamos. Achei incrível as suas ideias, o seu modo doce de falar e seus apontamentos sentimentais sobre esse tema tão complexo. Assim, resolvi ler, pensar, repensar e escrever sobre o assunto do fim.
 
Para isso, seremos auxiliados por duas perspectivas: a da Biologia e uma simples, porém profunda, frase de Simone de Bouvard – filósofa do século XX.

De modo geral e de acordo com a Biologia, nascemos, nos desenvolvemos, chegamos à adolescência, à fase adulta e, por fim, à velhice – isso quando nos é permitido, afinal moramos numa sociedade assustadora, criminosa e, portanto, violenta! A fase da velhice é marcada – dentre outras – pela grande proximidade da morte. Mas, o que seria a morte segundo a Biologia?


Não existe palavra sem pessoa. Não existe palavra que anda sozinha pelas ruas das nossas cidades. Muito menos, conceito. Por isso, a morte marca o fim de um ciclo de vida na pessoa. Marca o fim de um processo familiar. Marca o fim de relacionamentos em sociedade. De modo frio, tudo isso acontece quando um corpo entra em seu completo estado de decomposição.

No entanto, há intensas e acaloradas discussões biológicas que nos demonstram – talvez, até provam! – que há células que não deixam de existir, outras que servem de adubo e, por fim, células que dão vida a outros tipos de vida. Desse modo, resta-nos uma pergunta, uma vez que é necessário considerar as variáveis da Biologia: o que, portanto, define o fim da vida? O que define a morte humana?

A morte humana é definida com o fim da capacidade de utilizar a razão, a consciência. Sendo assim, define-se pela incapacidade do indivíduo de não poder mais abraçar, sentir, cheirar, beijar, se apaixonar, sonhar... Nesse sentido, morrer, também, é deixar de sonhar, beijar e o mais singelo: apalpar o outro com os ouvidos. Desse modo, a vida humana encerra-se.

Para muitos, a morte é – só de pensar – desprezível, acaba com a alegria do viver e finaliza as esperanças. Entretanto, a morte é socorro para tantos outros que estão cansados e oprimidos em vida – seja por um corpo moribundo, dilacerado, estuprado ou machucado pelos hematomas provocados e descobertos com o tempo. Daí segue a frase da filósofa Simone de Bouvard que justifica a necessidade da morte: “A morte parece menos terrível quando se está cansado”. Portanto, a morte tem a sua face positiva para os indivíduos. Ela é socorro na hora da angústia. E como é!

Mesmo tendo consciência do seu lado positivo, travamos uma constante batalha para nos distanciarmos da consciência do fim. No entanto, tal batalha é possível somente para os saudáveis de corpo e alma. Na realidade, para quem não é saudável de corpo e alma, não faz o menor sentido.

Vale ressaltar que Jean Paul Sartre disse que estamos condenados a liberdade. Quem dera fosse apenas essa a condenação. Ousa-se dizer que estaríamos felizes! Mas, o fato é que estamos condenados à máxima da morte: “és o que fomos, serás o que somos”. Por isso, breve nos ausentaremos e promoveremos saudade. Saudade é a falta que fazemos para o outro!

Portanto, se possuímos essa consciência sobre o fim da vida, por que não pensar no aqui e agora? Por que não sentir o outro com total intensidade e prazer? Por que não saborear mais as amizades, os almoços, os jantares, os vinhos, as pessoas e as amizades? Por que não apreciarmos com intensidade e compartilharmos os instantes da vida com quem amamos? Por que não deixar de brigas em muitos momentos e render-se aos poucos abraços que ainda nos restam? Por que não esquecer um pouco das bagunças da casa e apreciar o sofá de cabeça livre, sem neura? Por que não apreciar e sentir a vida com mais intensidade?

Portanto, o que achas, caro leitor, de ceder mais tempo para gozar alegremente a sua vida? Sim, doe mais tempo à sua vida. Compartilhe mais os seus instantes de vida com amigos, colegas e familiares. Sim, viva.





quinta-feira, 24 de abril de 2014

Autor citado em a Vida é Bela, de Benigni

Jacques Offenbach (Colônia, Alemanha, 20 de junho de 1819Paris, França, 5 de outubro de 1880), compositor e violoncelista francês de origem alemã da Era Romântica, foi um paladino da opereta e um precursor do teatro musical moderno.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Jacob Ebert, mais conhecido como Jacques Offenbach nasceu em Colônia, em 1819 e aprendeu as primeiros noções de música com seu pai, Isaac, chazan (cantor) da sinagoga da cidade. Aos doze anos, Jacob era um exímio violoncelista, e a família decidiu enviá-lo a Paris, onde iria receber uma melhor educação musical. Após um ano de estudos o jovem músico passou a atuar na orquestra do Théâtre national de l'Opéra-Comique, quando desenvolveu parceria musical e uma grande amizade com o pianista e compositor Friedrich von Flotow. O compositor adotou uma nova identidade, e trocou seu sobrenome para Offenbach, numa homenagem à cidade natal de seu pai, Offenbach am Main.
Considerado pela crítica como o "Liszt do violoncelo", ele não só se dedicou a compor várias obras para esse instrumento, bem como participou de uma série de concertos nas principais capitais europeias. Na corte londrina, apresentou-se para a Rainha Vitória I e o príncipe Alberto.
Em 1858, Paris começou a viver o período de frivolidade e decadência do Segundo Império. A cidade, administrada pelo Barão Georges-Eugène Haussmann, passava por um moderno processo de urbanização, caracterizado pela abertura de novas e amplas avenidas, chamadas boulevards. Os espetáculos teatrais começaram a explorar com humor, o espírito, a inteligência e o divertimento, característicos da vida parisiense.
Foi nesta época que estreou a primeira opereta de Offenbach, Orfeu no Inferno, onde um de seus temas musicais, o Can-Can, adquiriu notoriedade internacional. A fama e a popularidade de Offenbach subiram às alturas. Num espaço de dez anos ele escreveu noventa operetas, a maioria de grande sucesso, como La Belle Hélène, La Vie Parisienne, La Grande-duchesse de Gérolstein e La Princesse de Trébizonde. Segundo Carpeaux, Offenbach regeu o 'can-can' que as plateias dançavam, sendo um participante embriagado e espectador cínico da orgia.
A derrota dos franceses na guerra franco-prussiana de 1870 e os incêndios da comuna de Paris colocaram um final na temporada de danças, risos e champanhe. Offenbach, apesar de suas raízes alemãs, considerava-se um genuíno parisiense, e entrou em profunda depressão após a humilhante derrota sofrida pela França, ante as tropas de Otto von Bismarck.
Depois de um malogrado 'tour' pelos Estados Unidos e com sua fortuna delapidada, Offenbach passou a demonstrar um amargo arrependimento por ter desperdiçado o seu talento, compondo músicas populares e de gosto duvidoso. Atraído pelas histórias fantásticas do escritor e compositor alemão Ernst Theodor Amadeus Wilhelm Hoffmann, ele se lançou febrilmente na tarefa de compor uma ópera séria que ficasse para a posteridade.
Com 60 anos e muito doente, ele trabalhou com afinco para concluir Os contos de Hoffmann. O criador de operetas, não conseguiu realizar o grande sonho de assistir a montagem de sua primeira grande ópera de sucesso. Ele morreu em Paris, no dia cinco de outubro de 1880 e a estreia de sua jóia musical só iria ocorrer cinco meses depois. A ópera foi considerada o maior evento da temporada, atingindo um recorde de 101 apresentações.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Memórias Póstumas de Brás Cubas- Pesquisa

Para alunos do Ensino Médio, em especial primeiros anos A,B,C,D.


Pesquisar nomes citados ou fatos históricos no livro de Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas.


a) Quem foi?
1-Stendhal?
2-Moisés (Bíblia- Pentateuco)
3-Lawrence Sterne
4-Xavier de Maistre
5- Oliver Crowell
6-Ezequias- Bíblia
7-Caim-Bíblia
8-Ninfa- Mitologia Grega
9-Conde de Buffon
10-São Thomás
11-Aquiles - Troia
12-Abraão- Bíblia
13-Pandora- Mitologia
14-William Shakespeare
15- William Wordswarth
16-Comodo - Roma
17-Bismark
18- Cavour
19- Suetônio - Roma
20- Claudio - Roma
21- Messalina - Roma
22- Lucrécia Borges - França
23- Gregorovius - Roma
24- Juventa - Mitologia


B- O que é?


1- Ilisso - Grécia.
2- Confissão de Augsburgo
3-Batalha de Salamina
4- Cidade de Regensburg
5-Cavalo de Aquiles.
6-Asna de Balão.


C- Personagem


1-Hamlet de Shakespeare
2-Ximena - EL CID - Pierre Corneille
3- Rodrigo-  El CID-   idem.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Iara- Ordem Alfabética

Leia a lenda da postagem anterior sobre a Iara  e a seguir coloque em ordem alfabética o vocabulário ali apresentado.




De : Profª Vera Lúcia
Para : Alunos das sextas séries A e B- sétimos anos.

A Lenda da Iara




A Lenda da Iara


Deitada sobre a branca areia de igarapé, brincando com os matupiris, que lhe passam sobre o corpo meio oculto pela corrente que se dirige para o igapó, uma linda tapuia canta à sombra dos jauaris, sacudindo os longos e negros cabelos, tão negros quanto seus grandes olhos.
As flores liláses do mumuré formam uma grinalda sobre sua fonde que faz sobressair o sorriso provocador que ondula os lábios finos e rosados.
Canta, cantando o exílio, que os ecos repetem pela floresta, e que, quando chega a noite, ressoam nas águas do gigante dos rios.
Cai a noite, as rosas e os jasmins saem dos cornos dourados e se espalham pelo horizonte, e ela canta e canta sempre; porém o moço tapuio que passa não se anima a procurar a fonte do igarapé.
Ela canta e ele ouve; porém, comovido, foge repetindo: - “É bela, porém é a morte... é a Iara”.
Uma vez a piracema arrastou-o para longe, a noite o surpreendeu... o lago é grande, os igarapés se cruzam, ele os segue, ora manejando o apucuitaua com uma mão firme, ora impelindo a montaria, apoiando-se nos troncos das árvores, e assim atravessa a floresta, o igapó e o murizal.
De repente um canto o surpreende, uma cabeça sai fora d'água, seu sorriso e sua beleza o ofuscam, ele a contempla, deixa cair o iacumá, e esquece assim também o tejupar; não presta atenção senão ao bater de seu coração, e engolfado em seus pensamentos, deixa a montaria ir de bubuia, não despertando senão quando sentiu sobre a fonte a brisa fresca do Amazonas.
Despertou muito tarde, a tristeza apoderou-se da sua alegria, o tejupar faz seu martírio, a família é uma opressão, as águas, só as águas, o chamam, só a solidão dos igarapés o encanta.
“Iara hu picicana!” Foi pegado pela Iara. Todos os dias, quando a aurora com suas vestes roçagantes percorre o nascente, saudada pelos iapis que cantam nas samaumeiras, encontra sempre uma montaria com a sua vela escura tinta de muruchi, que se dirige para o igarapé, conduzindo o pescador tapuio desejoso de ouvir o canto do aracuã. Para passar o tempo procura o boiadouro de iurará, porém a sararaca lhe cai da mão e o muirapara se encosta. As horas passam-se entregue aos seus pensares, enquanto a montaria vai de bubuia.
O acarequissaua está branco, porém o aracuã ainda não cantou. A tristeza desaparece; a alegria volta, porque o Sol já se encobre atrás das embaubeiras da longínqua margem do Amazonas; é a hora da Iara.
Vai remando docemente; a capiuara que sai da canarana o sobressalta; a jaçanã que voa do periantã lhe dá esperanças, que o pirarucu que sobrenada o engana.
De repente um canto o perturba; é a Iara que se queixa da frieza do tapuio.
Deixa cair o remo; Iara apareceu-lhe encantadora como nunca o esteve.
O coração salta-lhe no peito, porém a recomendação de sua mãe veio-lhe à memória: “Taíra não te deixes seduzir pela Iara, foge de seus braços, ela é munusaua”.
O aracuã não cantava mais, e do fundo da floresta saía a risada estrídula do jurutaí.
A noite cobre o espaço, e mais triste do que nunca volta o tapuio em luta com o coração e com os conselhos maternos.
Assim passam-se os dias, já fugindo dos amigos e deixando a pesca em abandono.
Uma vez viram descer uma montaria de bubuia pelo Amazonas, solitária porque o pirassara tinha-se deixado seduzir pelos cantos da Iara.
Mais tarde apareceu num matupá um teonguera, tendo nos lábios sinais recentes dos beijos da Iara.
Estavam dilacerados pelos dentes das piranhas.







Achei por bem acrescentar um pequeno vocabulário que está disponível em minha edição do livro, reeditei o que achei necessário para melhor compreensão.

VOCABULÁRIO:


IARA: significa mãe d'água, senhora d'água; de "i"= água e "ara"= senhora.
IGARAPÉ: Braço de rio que penetra no interior das terras, podendo apresentar condições de navegabilidade, ou então originar-se de veios de nascentes em determinados pontos.
MATUPIRIS: peixinhos que andam em bandos pelas margens dos rios.
IGAPÓ: Floresta alagada.
JAUARIS: Palmeiras.
MURURÉ: Pontederia, conhecida também por dama-do-lago. Denominação amazonensede várias ninfáceas e silvináceas.
GIGANTE DOS RIOS: É o rio Amazonas.
PIRACEMA: Cardume de peixes quando sobe os igarapés para desovar.
APUCUITAUA: O mesmo que Iapucuiatá, remo, segundo Stradelli.
MONTARIA: Embarcação de tamanho variado e típica na Amazônia.
MUZIRAL: Aglomeração de muris, gramínia aquática muito encontradiça nos rios amazônicos.
IACUMÁ: Remo, jacumã.
TEJUPAR: Palhoça.
IAPIS: Pássaros.
MURICHI: Malpighiácia, também Muruxi.
IR DE BUBUIA: Deslizar na correnteza, sem o impulso da jacumã, ao sabor das águas, descendo.
BOIADOURO: Palavra brasileira que indica o lugar em que boiam as tartarugas.
IURARÁ: Iururá, tartaruga fêmea.
SARARACA: Flecha de pescar tartaruga.
MUIRAPARA: Arco.
ACAREQUISSAUA: Akarequissaua: "akaré"= graça, "quissaua"= rede, dormitório. Dormitório de garças.
CAPIUARA: Cecrópia, capivara, comedor de capim aquático.
CANARANA: Gramíneas.
JAÇANÃ: Parra jacana, pequena ave pernalta, comum no norte e nordeste brasileiro.
PERIANTÃ: "Peri"= junco, "antã"= duro. Pequenas ilhas formadas por gramídeas, paus, argamassas com argila, que se destacam das margens e descem pelo Amazônas.
PIRARUCU: "Pirá"= peixe, "urucu"= vermelho.
TAÍRA: Filho.
MUNUSAUA: Morte.
JURUTAÍ: "Iurú"= boca, "tuí"= grande, escancarada. Pássaro.
PIRASSARA: Pescador.
MATUPÁ: É o periantã ligado ainda a margem do rio.
TEONGUERA: Cadáver.


  Postagem Relacionada:







    1. Realmente a cultura nacional vem sendo pouco valorizada a bastante tempo, espero poder reproduzir aqui mais algumas lendas.

      Acho bastante interessante fazer uma crítica bem medida a respeito.

      Um grande abraço, estarei sempre "dando uma voltinha" no "RELICÁRIO DE IDEIAS". :D
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Fórum da Mackenzie


IMPACTOS NA FORMAÇÃO DE ALUNOS NA ESCOLA

A escola seria um lugar magnífico se tivéssemos somente alunos interessados, compenetrados, pesquisadores natos, calmos, admiradores do conhecimento, alunos comprometidos com a cidadania, com o futuro da humanidade, o que seria o ideal de perfeição para a sociedade. Todavia, vivemos em um universo em que os valores das últimas décadas formam um bolo de comportamentos rolando como bola de neve em ritmo desenfreado e sem rumo, em forma de espectros. Não sabemos o final da linha de chegada, sabemos que devemos caminhar, ensinar, acreditar .

Nesse intuito de ensinar, podemos gerar conflitos entre  alunos e professores, uma vez que o valor agregado à ética, muda no espaço e no tempo, bem como os valores de amizade, namoro, casamento, família e religião. A realidade do aluno pode  ser diversificada da realidade do professor a ponto de não se encontrar um ponto em comum para formar um amálgama, um liame para se dar o início da aprendizagem, ou de uma relação propícia para a formação. Os conceitos sociais, na atualidade, no bolo de comportamentos, muitas vezes ofuscam os valores das instituições de ensino, pois estas passam, cultivam seus valores e tentam perpetuá-los sempre. Entretanto, as tecnologias, o modo de viver fora de tais instituições projetam suas forças de modo a trazer o caos para elas: descrédito nas instituições de forma generalizada,alguns alunos chegam à escola alcoolizados,  drogados, agressivos, alguns são traficantes, desinteressados.... Essa força é tão forte que geralmente interfere na aprendizagem dos alunos interessados, chegando a desestimulá-los ou  desistir de ser um aluno comprometido com a aprendizagem.

Em vista desse panorama, podemos dizer que o impacto se torna, às vezes, a opção, a técnica para o despertar de um aluno para um determinado assunto, pois as transformações  dos seres humanos são causadas por tomadas de consciência, as quais nem sempre vem de uma aprendizagem calma, tranquila, pela admiração ou gosto, mas sim de impactos, sustos, espantos, incômodos.

Durante o ano de 2013, o grupo do PIBID do Mackenzie da área de Letras contribuiu para esse despertar na Escola Estadual Caetano de Campos, e eu como supervisora, pude observar alguns efeitos, principalmente em relação ao grupo que trabalhou em classe comigo a produção textual .Foi proposto aos alunos de sétimos anos, sextas  séries,  a confecção de uma notícia escrita a respeito da morte de Olívia, personagem do livro “Olhai os lírios do Campo”, de Érico Veríssimo. Nem todos os alunos fizeram-na, mas aqueles que aceitaram a proposta leram-na a seguir para a classe. Vale lembrar que o desfecho de morte de Olívia teve um final e contexto diferente nos trabalhos apresentados, pois até naquele momento, sabia-se que ela havia morrido, mas não era de conhecimento dos leitores a causa da morte, somente que ela não sobreviveu  à uma cirurgia.

           

A escola passou por duas fases de avaliação  governamental e aproveitamos para verificar a capacidade leitora dos alunos.

           

      Em relação ao item notícia trabalhado por e pelo grupo do PIBID,observamos que os alunos dos sétimos anos aprenderam a identificar o gênero notícia, sabem encontrar o título, o lide, o tema, os fatos e,  o local de acontecimentos com grande êxito. Eles têm a habilidade e capacidade leitora do gênero notícia, todavia no momento da réplica, foram poucos aqueles que  conseguiram empregar as características, os elementos organizacionais da notícia. A maioria dos alunos  utilizaram o tema corretamente, entretanto alguns se esqueceram do título, apenas um fez o lide, poucos deles começaram com o verbo no presente e deixaram os fatos na atualidade, porque conhecem mais a estrutura do conto que da notícia.

      Além disso, na relação com o texto escrito, assumiram o papel da reescrita do texto “A velha contrabandista”, de Sergio Porto , Stanislaw Ponte Preta. Alguns elaboraram resumos, outros reescreveram a mesma história, introduzindo diálogos, outros deixaram o texto longo, ou mudaram o desfecho, o que seria uma estilização do autor. Neste caso, o  aluno procurou estilizar o autor, elaborar o seu texto, mas não atingiu a capacidade leitora do fazer notícia. Foram poucos os alunos que  mostraram uma ampla noção da norma culta, uma vez que copiaram palavras do texto original e reproduziram de maneira ortográfica diferente , por exemplo, a palavra velha foi escrita vela , velinha, velia. Nota-se que eles não se apropriaram do som /lh/ som que apareceu em línguas neolatinas com o processo de evolução das línguas,mas inexistente nas falas caipiras, preservadas da língua, antes de sua modernização . Ainda há muitas discordâncias gramaticais verbais e nominais. A coesão e a coerência foram prejudicadas no que tange à clareza dos textos e liames, ligações das palavras e pensamentos na produção textual. Os parágrafos não foram bem distribuídos, nem bem coesos.

      Em suma, os alunos, produtores de seus textos, manifestaram no nível discursivo a práxis individual e social. À medida que se escolarizam  se apropriam de um discurso mais próximo  do nível padrão. Suas falas e escritas transitam nos diversos níveis de aprendizado escolar.

 

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Olhai os lírios do campo- Érico Verissimo


 

Profª Drª Vera Lúcia Grando

 
Os falares educacionais percorrem eixos diacrônicos e sincrônicos da fala, pensamentos de esquerda, de direita, teorias iluministas, marxistas, behavioristas, piagetianas, freudianas, de Darwin, de Vygotsky, de Skinner, de Chomsky, Roxane Rojo, Joaquim Dolz, Bahktin dentre  muitos outros. Despertam adversidades, estabelecem amálgamas, tentativas de  rupturas com um passado educacional, mas ao mesmo tempo há retomadas de teorias e comportamentos.

Mediante um espectro de metodologias, ainda profissionais da Educação caminham por labirintos em relação à questão de ensino-aprendizagem. Nela, tudo é medido, mensurado, mas os resultados sempre colocados na mídia, em especial, no Brasil,  mostram-se aquém do esperado pelo sistema mundial, pois índices apontam qualidade baixa de ensino.

 Os professores, educadores, pesquisadores, visando a um novo cenário educacional no Brasil, buscam  novas tecnologias e alternativas , tentam novas maneiras e olhares para a práxis educacional. Para isso, além de cursarem programas de pós-graduação, pesquisarem, frequentarem cursos de formação, podem receber bolsas concedidas por Órgãos Governamentais, bem como de Fundações e Institutos Privados.

 A Universidade Presbiteriana Mackenzie faz parte do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência- PIBID, oferecido pela CAPES, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e fez parceria com a EE Caetano de Campos- Aclimação, localizada em São Paulo, para estabelecer um local para seus alunos bolsistas do PIBID, do Curso de Letras da Mackenzie, desenvolverem atividades educacionais com o intuito de colaborar com o ensino-aprendizagem na Caetano de Campos, na área de Língua Portuguesa.

A Escola Caetano de Campos é a antiga  Escola Normal Caetano de Campos fundada inicialmente em 16 de março de 1846  e funcionava no prédio anexo à Catedral da Sé velha . Foi transferida para a Praça da República para o edifício projetado por Antônio Francisco de Paula Sousa e Ramos de Azevedo inaugurado em 1894 onde atualmente está instalada a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. A escola ao sair desse edifício, em 1978 foi transferida para o bairro da Aclimação, em uma edificação moderna, situada no antigo terreno e prédio da Faculdade de Veterinária da Universidade de São Paulo.

Atualmente, a escola em sua proposta pedagógica  fundamenta-se na lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional- LDB 9.394/96, na Constituição Brasileira, no Estatuto da Criança e do Adolescente, no disposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais- PCN e no Currículo da Secretaria de Estado de Educação . Seu quadro de estudantes se alterou, pois não são mais  normalistas a estudar e levar o conhecimento para o restante do Brasil, mas um lugar ocupado e vivenciado por alunos, cerca de 1800, da capital e provenientes de várias regiões do Brasil, em particular,  do nordeste. Trazem cada um em seu bojo, as marcas da linguagem que os distinguem, quer pela renda da classe média àquela ao limite da miséria, quer pela fala em que se notam as diversidades de experiências sociais, do conhecimento e língua falada e escrita.

 

Leitura de Livro na Escola

 

Pensando na diversidade cultural, a professora Vera Lúcia Grando  sentiu a necessidade de desenvolver um trabalho, o qual englobasse leitura e escrita com o objetivo de ampliar a competência da capacidade de leitura de mundo de seus alunos e oferecer-lhes algumas técnicas e aperfeiçoamento de habilidades  para que se tornem leitores e protagonistas e que possam exercer sua cidadania . Pesquisou na Sala de Leitura da escola a oferta de títulos. Dentre eles havia um livro apenas que possuía exemplares o suficiente para duas classes “Olhai Os Lírios do Campo”, de Érico Veríssimo. Este livro também foi recomendado pela coordenadora da época Lielza  Letechebere, uma vez que nele há  o gênero textual “memória” e o livro relata as memórias do personagem  Eugênio, quando se encontrava na fase adulta.. Esse gênero é apresentado no caderno do aluno do 7º ano, 6 série, V.1, fato que favoreceu a escolha do livro.

Os exemplares  foram distribuídos para  duas classes em que a Professora Vera leciona, 6ª A  do curso matutino e 6ª C do curso vespertino. A sexta série C contou com a colaboração de alguns alunos do Curso de Letras,  da Universidade Mackenzie, uma vez na semana, em uma aula: Camila Nogueira, Camila Concato, Palloma Dos Santos , Rodrigo Sillhos.

Logo nos primeiros dias de aula do primeiro bimestre, foram distribuídos os exemplares para os alunos. Os alunos ficaram contentes com a iniciativa de leitura de livro em classe.

A professora Vera, seguindo a visão de Roxane Rojo entre outros, no que concerne à capacidade de leitura e às técnicas de abordagens ,   começou fazendo a ativação de conhecimento de mundo por meio da análise dos elementos paratextuais da capa,contracapa,folha de rosto, uma checagem de conhecimentos prévios acerca do título e dos desenhos contidos nele, perguntando-lhes  que pistas a capa/suporte dava para o conhecimento   do gênero que seria estudado. Muitos alunos responderam às perguntas dizendo que talvez se tratasse de uma história que retratava  personagens do campo, mais precisamente de uma história de amor.

Fizemos a leitura compartilhada dos prefácios, um de Flávio Loureiro Chaves, Doutor em Letras, e outro do próprio autor Érico Veríssimo, escrito em 1966 e investigamos se eles já conheciam o autor e se haviam lido algum título apresentado nos prefácios, ao que responderam que o sobrenome não era estranho e que não tinham lido sequer um título ali  mencionados .

Começamos a leitura compartilhada do livro por fruição. Cada um lia um parágrafo. Inicialmente, os alunos reclamaram do vocabulário e da dificuldade de ler as palavras, mas entenderam  que se tratava de um livro de memórias. Depois de três semanas, passamos a deixar a leitura a critério do aluno, o qual  lia o quanto quisesse. Alguns alunos queriam ler duas, três páginas e outros apenas um parágrafo. A seguir, passamos a ler uma página para cada aluno, determinando a leitura pelo número de chamada de modo que aquele que quisesse treinar a leitura em casa poderia se preparar mais para ler em classe. Por fim, cada um lia  uma página sem ter que determinar antecipadamente. Notou-se uma melhora sensível e gradativa. Não terminamos de ler o livro em classe. A sexta-série A está um pouco mais adiantada, pois de um total de 285 páginas foram lidas 221 páginas enquanto na sexta-série C   foram lidas 146 páginas ao longo do primeiro semestre.

            A professora titular Vera Lucia, trabalhou  filmes para que os alunos pudessem compará-los com o livro aproveitando para fazer as capacidades de leitura em relação à localização de informações, elementos da narrativa, às comparações de informações, vivências semelhantes ou diferentes por parte dos alunos, às generalizações, impressões e síntese do texto, às inferências locais, análise semântica e levantamento de dados, estudo da língua, às percepções de relações de intertextualidade e interdiscursividade, partes ou palavras do texto e, produção de textos e intertextualidade.

Narradores de Javé, dirigido por Eliane Caffé  apresenta relatos, memórias. Os alunos perceberam essa intersecção com o livro que traz memórias da personagem Eugênio, além de de ser um tópico do caderno de aluno, 7º ano, v.1 a ser estudado. Vejamos abaixo um exercício de compreensão trabalhado em classe e postado no blog da escola www.aposaaula.blogspot.com .

 

Exercícios elaborados pela Profª Vera Lúcia Grando

1- O livro de ´´Erico Veríssimo é uma narração:
(  ) de fadas.
(  ) de contos maravilhosos.
(  ) de ficção cinetífica.
(x) de memória.

2- Justifique a sua resposta:
R-O narrador narra a história e ao mesmo tempo deixa  a memória e os  pensamentos  do personagem Eugênio fluírem .

3- Cite o que você sabe sobre Eugênio até a presente leitura.

a) Criança: Provém de uma família pobre e tinha muita vergonha de suas vestimentas e famíllia. Sempre teve complexo de inferioridade, entretanto era muito inteligente e estudioso.

b) Adulto: Eugênio é de origem pobre, porém se casou com uma moça rica, Eunice. Estudou Medicina. Amava Olívia desde o tempo da faculdade. Teve uma filha com Olívia, dado que ficou sabendo após o seu casamento por interesse. Está a caminho do Hospital, pois foi chamado urgentemente,pois Olívia estava prestes a  morrer.

4-Em qual pessoa está a voz do narrador?

R- Em 3ª pessoa .

5- O narrador é:
a-(x) onisciente - tudo sabe e comenta.
b-( ) personagem - conta e participa.
c-( )observador- só narra.

Narradores de Javé X Olhai os lírios do campo

material preparado pela profª Vera Lúcia Grando



1-  Leia a página 7 da postila v.1 ,7º ano, o item " Para saber mais".A seguir, comente se gostou do filme Narradores de Javé, dirigido por Eliane Caffé.Justifique sua opção.

R. Resposta Pessoal

2- O narrador do filme é:

(x) Personagem, pois conta e participa da história.
( )Observador, porque apenas conta a história.
( )Onisciente, porque conta e julga as personagens.

3-Aponte sobre os narradores do filme e do livro "Olhai os lírios do campo":

a- Semelhanças: Os dois contam fatos ocorridos dentro de um determinado contexto , espaço, tempo.
b- Diferenças: No livro, o narrador está em 3ª pessoa, é onisciente, pois sabe tudo a respeito de seus personagens. Podem-se confundir os relatos de 1ª pessoa da personagem Eugênio com o narrador, uma vez que é dada a voz para a personagem falar.
No filme, o narrador fez parte do enredo do filme.

4- Citem expressões que ouviram ou leram:

a- No filme: resposta pessoal ( Não sou pokemon de Jesus)
b- no livro: resposta pessoal ( carça furada no fiofó)

5-Se você estivesse no lugar daquele povo de Javé, o que faria?

Resposta Pessoal.

6- Como era o local, ambiente de Javé?
a- Pessoas:simples, mal cuidadas, religiosos, apegados ao local,
b- Roupas: feitas por costureiras locais, simples, até rotas.
c-Classe social: baixa.
d- Linguagem:Falar baiano, coloquial, com baixo calão empregado de quando em quando,a maioria das pessoas era analfabeta.
e- Ruas: falta de infraestrutura, sem asfalto, esgoto.
f- Clima : quente, tropical.
g- Hidrografia: Margeava  um grande rio que serviu de estação de barragem para a Usina Elétrica. Afundou Javé.

 

O segundo filme apresentado foi O Menino do Pijama Listrado, dirigido por Mark Herman deu aos alunos a noção do que foi o nazismo e quem era o Kaiser temido pela personagem Eugênio. Veja abaixo:


Após  de assistir ao filme "O Menino do Pijama Listrado", comente como a 2ª Guerra Mundial influenciou, transformou, modificou a vida de cada menino abaixo:

1- No filme O Menino do Pijama Listrado:

a-  Bruno:


b- Schmuel:

2- No livro Olhai os lírios do campo:

Eugênio:


3-De qual garoto você mais gostou? Por quê?

4- Escolha um dos garotos e aponte o que poderia ser feito para solucionar os problemas da vida dele.

Proposta elaborada pela Profª  Vera Lúcia Grando

 

O terceiro passado aos alunos foram, A Vida é Bela , de Roberto Benigni,complementou o filme anterior de Mark Herman, O Menino de Pijama Listrado e acrescentou a noção de fascismo.


I-Compare os dois filmes que você assistiu " O Menino do Pijama listrado e A Vida é Bella.

a- De qual filme você mais gostou? Por quê?
b- Os temas tratados nos filmes apresentam diferenças?Quais?
c-Os temas tratados nos filmes apresentam semelhanças ?Quais?
d- Qual era a raça que Hitler ( Kaiser na Alemanha) e Mussolini (Dulce- na Itália) queriam exterminar da face da Terra?
e- E qual era a raça que eles defendiam como pura?

II- No livro "Olhai os lírios do Campo", quem defende o nazismo de Hitler e o fascismo de Mussolini? (P. 157 a 166/ 188 a 202)

 

III- Você concorda com esses ideais? Por quê?

IV- O que os meninos Schmuel e Giosué tinham em comum?

V- O que os meninos Schumuel , Giosué e Bruno tinham em relação à Guerra.

MATERIAL ELABORADO PELA  PROFª VERA LÚCIA GRANDO

 

O quarto vídeo apresentado aos alunos foi o  Documentário 1932, sobre MMDC e a Revolução Constitucionalista, material produzido pela SE, que permitiu uma introdução sobre Getúlio Vargas. Não tivemos tempo elaborar exercícios sobre o documentário, pois já nos encontrávamos na última semana de junho e as férias interromperam o nosso trabalho.

Além dos filmes, a professora  Vera fez pesquisas e   um paralelo sobre nazismo, fascismo, stalinismo, racismo para que os alunos entendessem esses pontos abordados no livro pelas personagens  e tivessem mais clareza sobre o contexto de produção do livro.

Também foi feito um levantamento de cinquenta palavras desconhecidas pelo grupo de alunos , uma média de seis grupos por classe, encontradas no livro. Os alunos gostaram muito dessa atividade. Outra atividade desenvolvida em classe foi a elaboração de trinta perguntas com respostas, um  trabalho em dupla. Notamos  nessa atividade que apenas quatro alunos não souberam fazer perguntas coerentes e responder de modo coerente.

Na volta, em agosto, na primeira semana, fizemos um jogo em classe. Dividimos as classes em grupos e cada grupo diria se o fato apresentado, referente à personagem Eugênio, pertencia à sua infância, à sua adolescência, ao período da faculdade ou á fase de adulta-médico. Nesse jogo os alunos puderam testar a memória individual e em grupo. De vinte perguntas apenas um grupo atingiu dez acertos (6ª A) os demais oito ( 6 A), seis (6C), cinco (6 A e 6C), quatro (6 A e 6 C), três ( 6 C).  Ressalva-se  ainda que não terminamos a leitura do livro.

            Professores  bolsistas do PIBID  desenvolveram  várias atividades em classe, 6C, as quais  contribuíram não só com o desenvolvimento de itens do caderno do aluno como também com a interpretação do livro : “Olhai os lírios do Campo”, de Érico Veríssimo . Iniciaram em classe com a releitura do primeiro capítulo do livro. Na semana seguinte fizeram uma revisão sobre o que é notícia , sua estrutura, abrangendo os seus vários segmentos e canais de comunicação e passaram alguns exercícios que foram corrigidos e entregues na semana seguinte.

            Em outro momento, propuseram a confecção de uma notícia escrita a respeito da morte de Olívia, personagem do livro. Nem todos os alunos fizeram, mas aqueles que aceitaram a proposta leram a seguir para a classe. Vale lembrar que o desfecho de morte de Olívia teve um final e contexto diferente nos trabalhos apresentados, pois até naquele momento, sabia-se que ela havia morrido, mas não era de conhecimento dos leitores a causa da morte, somente que ela não sobreviveu  à uma cirurgia. Esta tarefa também foi feita na 6ª A com a orientação da Professora Vera.

            Os alunos recortaram cartazes e pintaram seus microfones para o trabalho seguinte. Elaboraram uma entrevista para fazê-la ao vivo, seus entrevistados foram amigos, médicos, pais. Durante a apresentação alguns trabalhos foram filmados com as  devidas autorizações documentadas dos pais de alunos. A filmagem  ainda não foi apresentada à escola pelos bolsistas. Lembra-se que este conteúdo também faz parte do caderno do aluno , 7º ano. Vale dizer, que a 6{ série A também trabalhou a entrevista, porém não foram feitas as filmagens.

Depois das atividades mencionadas, trabalharam os gêneros música e poesia para Margaret, personagem do livro. Os alunos fizeram , leram , cantaram . por fim houve uma confecção de cartazes com fotos dos alunos trabalhando em classe , e um cartaz  representou o  bullying que Genoca sofreu na escola.

Foi também elaborada uma entrevista pela professora, na qual o aluno deveria entrevistar os pais ou alguém responsável por ele a respeito do aborto, pois no livro há a personagem Dora que fez aborto e morreu. Alguns  devolveram por escrito as entrevistas que fizeram oralmente .

           A professora também atentou-se para o fato do conhecimento dos alunos, quando trabalhou o texto de Mateus.6 .Notou que os alunos não conheciam a planta “lírio”. Foi quando buscou mudas no viveiro do Ibirapuera e as plantou na horta da escola junto aos alunos. Naquele momento, a professora solicitou que alguns alunos falassem aos demais os seus desejos para as plantas ali plantadas. Poderia ser uma poesia ou um oração também como um pensamento. Alguns se manifestaram, dizendo coisas boas, por exemplo: cresça e fique bonita! Que Deus de forças para crescer!

E nesta semana a professora estabeleceu um debate em classe, no qual o aluno deveria fazer uma escolha entre acusar ou defender a personagem Eugênio. Os alunos escreveram seus argumentos e diante dos colegas de classe tomaram a sua posição. Foram trinta e oito argumentos desfavoráveis à personagem Eugênio e seis favoráveis.

Na última fase do desenvolvimento da leitura, solicitamos a busca de palavras, em que houvesse dígrafos e encontros consonantais, verbos no presente, pretérito perfeito e imperfeito do indicativo.

 Assim terminamos a leitura do livro com a pesquisa de dados e retomada de conteúdos dados no início do ano e anos anteriores e confeccionamos cartazes sobre os itens pesquisados pelos alunos, tais como personagens que compunham a família de Eugênio Fontes ( Ângelo Fontes-pai, Alzira Fontes- mãe, Ernesto Fontes –irmão, Anamaria-filha,Olívia Mirante-amante, Eunice Cintra- esposa, Cintra-sogro);personagens do Columbia College e conhecidos de Eugênio:  Professor Mr. Tearle, Mário, Alcebíades, Acélio Castanho, Tulio Altamira, Isabel, Dora, D. Frida Falk, Hans Falk, Filipe, MC.Hyde, Coronel Tinoco, Simão Kantermann, D. Amélia, Aurora Mendonça, Sr. Dubov, Madame Dubov,Dr. Florismal; personagens médicos do livro: Eugênio, Seixas, Teixeira Tienes, Olívia Miranda,  Candia , Dubov e Jekyll-personagem do livro “O Médico e o Monstro”, de Robert Louis Stevenson ;personalidades mencionadas no livro: Cristo, Hitler, Mussolini, Stálin, Diego Riviera ( pintor), Wagner (músico) .Outros cartazes apontavam as características das personagens, por exemplo, Eugênio : o sentimento de inferioridade percorreu durante toda a sua vida, quando criança tinha medo do Kaiser,, foi satirizado pelos colegas, escondeu-se de seu pai no jardim para que ninguém descobrisse que ele era pobre, pois tinha vergonha de seu pai Ângelo e de sua pobreza, na adolescência ficou desapontado e envergonhado, quando um senhor inglês pediu-lhe que cuidasse de seu cachorro, já na faculdade, ignorou seu pai na rua quando estava em companhia de seu amigo rico –Alcebíades, sonhava com Olívia, mas queria ficar rico. Formado, casou-se com Eunice, mas teve amantes e uma filha com Olívia. Das suas paixões o dinheiro esteve sempre em primeiro lugar e Margareth, Eunice, Isabel foram paixões levianas, todavia seu verdadeiro amor foi Olívia, que era humana, médica que defendia a medicina socializada. Teve uma filha com Olívia, Anamaria, sonhadora, feliz, animada.

Os locais do livro também serviram para a realização de cartazes: Rio grande do Sul, Porto Alegre, Megatério, Country Club, fazenda, Edelweis-bar, Edifício Hora, fábrica, Columbia College, Nova Itália, Vila de São Martinho, parque, Hospital, casas de personagens,  citação de Marrocos, França , Rússia, Alemanha e Itália.

Os temas apresentados nos cartazes foram os seguintes: A Medicina deve ser socializada?  Quarenta e sete alunos responderam que sim e dois que não. O que os senhores pensam a respeito de construção de megatérios? O que você acha sobre o bullying?  O que você pensa sobre o aborto? O dinheiro é mais importante que um grande amor? Você concorda com Matheus 6? O que pensa sobre a personagem Eugênio em “Olhai os lírios do campo”?  Em quase todas as respostas comentam-se  a pobreza e o sofrimento de Eugênio e que o autor soube fazê-lo, em apenas uma resposta diz-se  que ele foi fraco. Os alunos gostaram da personagem de Eugênio.É importante notar que na escrita, os alunos defenderam Eugênio, porém no debate, acusaram-no. Isso demonstra que os sentimentos deles pela personagens não ficaram bem definidos.

Em outubro foram apresentados os trabalhos na Mostra Cultural da Caetano de Campos.

Referências

 

MEC. Lei de Diretrizes e Bases- LDB, 1996.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais. Língua Portuguesa. Brasília:MEC/SEF,          1998.

ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo: SEE: CENP,2004. Texto apresentado em Congresso realizado em maio de 2004.

SE. Curso de Formação do Estado de São Paulo, 2010.

 SE.Currículo do Estado de São Paulo- Linguagens, Codigos e suas  Tecnologias,2010

SCHNEUWLY, B; DOLZ, J. "Os gêneros escolares – das práticas de linguagem aos objetos de ensino". In: Gêneros orais e escritos na escola. São Paulo: Mercado de Letras, 2011, p. 71) 

 

VERÍSSIMO, Érico.Olhai os Lírios do Campo. Companhia das Letras.8ª impressão,205.



 

São Paulo, agosto de 2013.