Para alunos do Ensino Médio, em especial primeiros anos A,B,C,D.
Pesquisar nomes citados ou fatos históricos no livro de Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas.
a) Quem foi?
1-Stendhal?
2-Moisés (Bíblia- Pentateuco)
3-Lawrence Sterne
4-Xavier de Maistre
5- Oliver Crowell
6-Ezequias- Bíblia
7-Caim-Bíblia
8-Ninfa- Mitologia Grega
9-Conde de Buffon
10-São Thomás
11-Aquiles - Troia
12-Abraão- Bíblia
13-Pandora- Mitologia
14-William Shakespeare
15- William Wordswarth
16-Comodo - Roma
17-Bismark
18- Cavour
19- Suetônio - Roma
20- Claudio - Roma
21- Messalina - Roma
22- Lucrécia Borges - França
23- Gregorovius - Roma
24- Juventa - Mitologia
B- O que é?
1- Ilisso - Grécia.
2- Confissão de Augsburgo
3-Batalha de Salamina
4- Cidade de Regensburg
5-Cavalo de Aquiles.
6-Asna de Balão.
C- Personagem
1-Hamlet de Shakespeare
2-Ximena - EL CID - Pierre Corneille
3- Rodrigo- El CID- idem.
Este blog pertence a Comunidade Caetanense, e a todos que desejarem compartilhar as conquistas e os conflitos de nosso rico contexto educacional. "Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda." (Paulo Freire)
sábado, 8 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Iara- Ordem Alfabética
Leia a lenda da postagem anterior sobre a Iara e a seguir coloque em ordem alfabética o vocabulário ali apresentado.
De : Profª Vera Lúcia
Para : Alunos das sextas séries A e B- sétimos anos.
De : Profª Vera Lúcia
Para : Alunos das sextas séries A e B- sétimos anos.
A Lenda da Iara
A Lenda da Iara
Deitada sobre a branca areia de igarapé, brincando com os matupiris, que lhe passam sobre o corpo meio oculto pela corrente que se dirige para o igapó, uma linda tapuia canta à sombra dos jauaris, sacudindo os longos e negros cabelos, tão negros quanto seus grandes olhos.
As flores liláses do mumuré formam uma grinalda sobre sua fonde que faz sobressair o sorriso provocador que ondula os lábios finos e rosados.
Canta, cantando o exílio, que os ecos repetem pela floresta, e que, quando chega a noite, ressoam nas águas do gigante dos rios.
Cai a noite, as rosas e os jasmins saem dos cornos dourados e se espalham pelo horizonte, e ela canta e canta sempre; porém o moço tapuio que passa não se anima a procurar a fonte do igarapé.
Ela canta e ele ouve; porém, comovido, foge repetindo: - “É bela, porém é a morte... é a Iara”.
Uma vez a piracema arrastou-o para longe, a noite o surpreendeu... o lago é grande, os igarapés se cruzam, ele os segue, ora manejando o apucuitaua com uma mão firme, ora impelindo a montaria, apoiando-se nos troncos das árvores, e assim atravessa a floresta, o igapó e o murizal.
De repente um canto o surpreende, uma cabeça sai fora d'água, seu sorriso e sua beleza o ofuscam, ele a contempla, deixa cair o iacumá, e esquece assim também o tejupar; não presta atenção senão ao bater de seu coração, e engolfado em seus pensamentos, deixa a montaria ir de bubuia, não despertando senão quando sentiu sobre a fonte a brisa fresca do Amazonas.
Despertou muito tarde, a tristeza apoderou-se da sua alegria, o tejupar faz seu martírio, a família é uma opressão, as águas, só as águas, o chamam, só a solidão dos igarapés o encanta.
“Iara hu picicana!” Foi pegado pela Iara. Todos os dias, quando a aurora com suas vestes roçagantes percorre o nascente, saudada pelos iapis que cantam nas samaumeiras, encontra sempre uma montaria com a sua vela escura tinta de muruchi, que se dirige para o igarapé, conduzindo o pescador tapuio desejoso de ouvir o canto do aracuã. Para passar o tempo procura o boiadouro de iurará, porém a sararaca lhe cai da mão e o muirapara se encosta. As horas passam-se entregue aos seus pensares, enquanto a montaria vai de bubuia.
O acarequissaua está branco, porém o aracuã ainda não cantou. A tristeza desaparece; a alegria volta, porque o Sol já se encobre atrás das embaubeiras da longínqua margem do Amazonas; é a hora da Iara.
Vai remando docemente; a capiuara que sai da canarana o sobressalta; a jaçanã que voa do periantã lhe dá esperanças, que o pirarucu que sobrenada o engana.
De repente um canto o perturba; é a Iara que se queixa da frieza do tapuio.
Deixa cair o remo; Iara apareceu-lhe encantadora como nunca o esteve.
O coração salta-lhe no peito, porém a recomendação de sua mãe veio-lhe à memória: “Taíra não te deixes seduzir pela Iara, foge de seus braços, ela é munusaua”.
O aracuã não cantava mais, e do fundo da floresta saía a risada estrídula do jurutaí.
A noite cobre o espaço, e mais triste do que nunca volta o tapuio em luta com o coração e com os conselhos maternos.
Assim passam-se os dias, já fugindo dos amigos e deixando a pesca em abandono.
Uma vez viram descer uma montaria de bubuia pelo Amazonas, solitária porque o pirassara tinha-se deixado seduzir pelos cantos da Iara.
Mais tarde apareceu num matupá um teonguera, tendo nos lábios sinais recentes dos beijos da Iara.
Estavam dilacerados pelos dentes das piranhas.
Achei por bem acrescentar um pequeno vocabulário que está disponível em minha edição do livro, reeditei o que achei necessário para melhor compreensão.
VOCABULÁRIO:
IARA: significa mãe d'água, senhora d'água; de "i"= água e "ara"= senhora.
IGARAPÉ: Braço de rio que penetra no interior das terras, podendo apresentar condições de navegabilidade, ou então originar-se de veios de nascentes em determinados pontos.
MATUPIRIS: peixinhos que andam em bandos pelas margens dos rios.
IGAPÓ: Floresta alagada.
JAUARIS: Palmeiras.
MURURÉ: Pontederia, conhecida também por dama-do-lago. Denominação amazonensede várias ninfáceas e silvináceas.
GIGANTE DOS RIOS: É o rio Amazonas.
PIRACEMA: Cardume de peixes quando sobe os igarapés para desovar.
APUCUITAUA: O mesmo que Iapucuiatá, remo, segundo Stradelli.
MONTARIA: Embarcação de tamanho variado e típica na Amazônia.
MUZIRAL: Aglomeração de muris, gramínia aquática muito encontradiça nos rios amazônicos.
IACUMÁ: Remo, jacumã.
TEJUPAR: Palhoça.
IAPIS: Pássaros.
MURICHI: Malpighiácia, também Muruxi.
IR DE BUBUIA: Deslizar na correnteza, sem o impulso da jacumã, ao sabor das águas, descendo.
BOIADOURO: Palavra brasileira que indica o lugar em que boiam as tartarugas.
IURARÁ: Iururá, tartaruga fêmea.
SARARACA: Flecha de pescar tartaruga.
MUIRAPARA: Arco.
ACAREQUISSAUA: Akarequissaua: "akaré"= graça, "quissaua"= rede, dormitório. Dormitório de garças.
CAPIUARA: Cecrópia, capivara, comedor de capim aquático.
CANARANA: Gramíneas.
JAÇANÃ: Parra jacana, pequena ave pernalta, comum no norte e nordeste brasileiro.
PERIANTÃ: "Peri"= junco, "antã"= duro. Pequenas ilhas formadas por gramídeas, paus, argamassas com argila, que se destacam das margens e descem pelo Amazônas.
PIRARUCU: "Pirá"= peixe, "urucu"= vermelho.
TAÍRA: Filho.
MUNUSAUA: Morte.
JURUTAÍ: "Iurú"= boca, "tuí"= grande, escancarada. Pássaro.
PIRASSARA: Pescador.
MATUPÁ: É o periantã ligado ainda a margem do rio.
TEONGUERA: Cadáver.
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Fórum da Mackenzie
IMPACTOS NA FORMAÇÃO DE ALUNOS NA ESCOLA
A escola seria um lugar magnífico se tivéssemos
somente alunos interessados, compenetrados, pesquisadores natos, calmos,
admiradores do conhecimento, alunos comprometidos com a cidadania, com o futuro
da humanidade, o que seria o ideal de perfeição para a sociedade. Todavia,
vivemos em um universo em que os valores das últimas décadas formam um bolo de
comportamentos rolando como bola de neve em ritmo desenfreado e sem rumo, em
forma de espectros. Não sabemos o final da linha de chegada, sabemos que
devemos caminhar, ensinar, acreditar .
Nesse intuito de ensinar, podemos gerar conflitos entre
alunos e professores, uma vez que o
valor agregado à ética, muda no espaço e no tempo, bem como os valores de
amizade, namoro, casamento, família e religião. A realidade do aluno pode ser diversificada da realidade do professor a
ponto de não se encontrar um ponto em comum para formar um amálgama, um liame
para se dar o início da aprendizagem, ou de uma relação propícia para a
formação. Os conceitos sociais, na atualidade, no bolo de comportamentos,
muitas vezes ofuscam os valores das instituições de ensino, pois estas passam,
cultivam seus valores e tentam perpetuá-los sempre. Entretanto, as tecnologias,
o modo de viver fora de tais instituições projetam suas forças de modo a trazer
o caos para elas: descrédito nas instituições de forma generalizada,alguns
alunos chegam à escola alcoolizados, drogados, agressivos, alguns são traficantes,
desinteressados.... Essa força é tão forte que geralmente interfere na
aprendizagem dos alunos interessados, chegando a desestimulá-los ou desistir de ser um aluno comprometido com a
aprendizagem.
Em vista desse panorama, podemos dizer que o impacto
se torna, às vezes, a opção, a técnica para o despertar de um aluno para um
determinado assunto, pois as transformações
dos seres humanos são causadas por tomadas de consciência, as quais nem
sempre vem de uma aprendizagem calma, tranquila, pela admiração ou gosto, mas
sim de impactos, sustos, espantos, incômodos.
Durante o ano de 2013,
o grupo do PIBID do Mackenzie da área de Letras contribuiu para esse despertar
na Escola Estadual Caetano de Campos, e eu como supervisora, pude observar
alguns efeitos, principalmente em relação ao grupo que trabalhou em classe
comigo a produção textual .Foi proposto aos alunos de sétimos anos,
sextas séries, a
confecção de uma notícia escrita a
respeito da morte de Olívia, personagem do livro “Olhai os lírios do Campo”, de
Érico Veríssimo. Nem todos os alunos fizeram-na, mas aqueles que aceitaram a
proposta leram-na a seguir para a classe. Vale lembrar que o desfecho de morte
de Olívia teve um final e contexto diferente nos trabalhos apresentados, pois até
naquele momento, sabia-se que ela havia morrido, mas não era de conhecimento
dos leitores a causa da morte, somente que ela não sobreviveu à uma cirurgia.
A escola passou por duas fases de
avaliação governamental e aproveitamos
para verificar a capacidade leitora dos alunos.
Em relação ao item notícia trabalhado por e
pelo grupo do PIBID,observamos que os alunos dos sétimos anos aprenderam a
identificar o gênero notícia, sabem encontrar o título, o lide, o tema, os
fatos e, o local de acontecimentos com grande êxito. Eles têm a
habilidade e capacidade leitora do gênero notícia, todavia no momento da
réplica, foram poucos aqueles que conseguiram empregar as
características, os elementos organizacionais da notícia. A maioria dos alunos
utilizaram o tema corretamente, entretanto alguns se esqueceram do
título, apenas um fez o lide, poucos deles começaram com o verbo no presente e
deixaram os fatos na atualidade, porque conhecem mais a estrutura do conto que
da notícia.
Além disso, na relação com o texto escrito,
assumiram o papel da reescrita do texto “A velha contrabandista”, de Sergio
Porto , Stanislaw Ponte Preta. Alguns elaboraram resumos, outros reescreveram a
mesma história, introduzindo diálogos, outros deixaram o texto longo, ou
mudaram o desfecho, o que seria uma estilização do autor. Neste caso, o
aluno procurou estilizar o autor, elaborar o seu texto, mas não atingiu a
capacidade leitora do fazer notícia. Foram poucos os alunos que mostraram
uma ampla noção da norma culta, uma vez que copiaram palavras do texto original
e reproduziram de maneira ortográfica diferente , por exemplo, a palavra velha
foi escrita vela , velinha, velia. Nota-se que eles não se apropriaram do som
/lh/ som que apareceu em línguas neolatinas com o processo de evolução das
línguas,mas inexistente nas falas caipiras, preservadas da língua, antes de sua
modernização . Ainda há muitas discordâncias gramaticais verbais e nominais. A
coesão e a coerência foram prejudicadas no que tange à clareza dos textos e
liames, ligações das palavras e pensamentos na produção textual. Os parágrafos
não foram bem distribuídos, nem bem coesos.
Em suma, os alunos, produtores de seus
textos, manifestaram no nível discursivo a práxis individual e social. À medida
que se escolarizam se apropriam de um discurso mais próximo do
nível padrão. Suas falas e escritas transitam nos diversos níveis de
aprendizado escolar.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Olhai os lírios do campo- Érico Verissimo
Profª Drª Vera Lúcia Grando
Os falares educacionais percorrem eixos
diacrônicos e sincrônicos da fala, pensamentos de esquerda, de direita, teorias
iluministas, marxistas, behavioristas, piagetianas, freudianas, de Darwin, de
Vygotsky, de Skinner, de Chomsky, Roxane Rojo, Joaquim Dolz, Bahktin
dentre muitos outros. Despertam
adversidades, estabelecem amálgamas, tentativas de rupturas com um passado educacional, mas ao
mesmo tempo há retomadas de teorias e comportamentos.
Mediante um espectro de metodologias, ainda
profissionais da Educação caminham por labirintos em relação à questão de
ensino-aprendizagem. Nela, tudo é medido, mensurado, mas os resultados sempre
colocados na mídia, em especial, no Brasil,
mostram-se aquém do esperado pelo sistema mundial, pois índices apontam
qualidade baixa de ensino.
Os
professores, educadores, pesquisadores, visando a um novo cenário educacional
no Brasil, buscam novas tecnologias e
alternativas , tentam novas maneiras e olhares para a práxis educacional. Para
isso, além de cursarem programas de pós-graduação, pesquisarem, frequentarem
cursos de formação, podem receber bolsas concedidas por Órgãos Governamentais,
bem como de Fundações e Institutos Privados.
A
Universidade Presbiteriana Mackenzie faz parte do Programa Institucional de
Bolsa de Iniciação à Docência- PIBID, oferecido pela CAPES, Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e fez parceria com a EE Caetano de
Campos- Aclimação, localizada em São Paulo, para estabelecer um local para seus
alunos bolsistas do PIBID, do Curso de Letras da Mackenzie, desenvolverem
atividades educacionais com o intuito de colaborar com o ensino-aprendizagem na
Caetano de Campos, na área de Língua Portuguesa.
A Escola Caetano de Campos é a antiga Escola Normal Caetano de Campos fundada inicialmente em
16 de março de 1846 e funcionava no
prédio anexo à Catedral da Sé velha . Foi transferida para a Praça da
República para o edifício projetado por Antônio
Francisco de Paula Sousa e Ramos de Azevedo inaugurado em 1894 onde atualmente
está instalada a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. A escola ao
sair desse edifício, em 1978 foi transferida para o bairro da Aclimação, em uma edificação
moderna, situada no antigo terreno e prédio da Faculdade
de Veterinária da Universidade
de São Paulo.
Atualmente, a escola em
sua proposta pedagógica fundamenta-se na
lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional- LDB 9.394/96, na Constituição
Brasileira, no Estatuto da Criança e do Adolescente, no disposto nos Parâmetros
Curriculares Nacionais- PCN e no Currículo da Secretaria de Estado de Educação
. Seu quadro de estudantes se alterou, pois não são mais normalistas a estudar e levar o conhecimento
para o restante do Brasil, mas um lugar ocupado e vivenciado por alunos, cerca
de 1800, da capital e provenientes de várias regiões do Brasil, em particular, do nordeste. Trazem cada um em seu bojo, as
marcas da linguagem que os distinguem, quer pela renda da classe média àquela
ao limite da miséria, quer pela fala em que se notam as diversidades de
experiências sociais, do conhecimento e língua falada e escrita.
Leitura de Livro na Escola
Pensando na diversidade
cultural, a professora Vera Lúcia Grando sentiu a necessidade de desenvolver um
trabalho, o qual englobasse leitura e escrita com o objetivo de ampliar a
competência da capacidade de leitura de mundo de seus alunos e oferecer-lhes
algumas técnicas e aperfeiçoamento de habilidades para que se tornem leitores e protagonistas e
que possam exercer sua cidadania . Pesquisou na Sala de Leitura da escola a
oferta de títulos. Dentre eles havia um livro apenas que possuía exemplares o
suficiente para duas classes “Olhai Os Lírios do Campo”, de Érico Veríssimo.
Este livro também foi recomendado pela coordenadora da época Lielza Letechebere, uma vez que nele há o gênero textual “memória” e o livro relata as memórias do personagem Eugênio, quando se encontrava na fase adulta..
Esse gênero é apresentado no caderno do aluno do 7º ano, 6 série, V.1, fato que
favoreceu a escolha do livro.
Os exemplares foram distribuídos para duas classes em que a Professora Vera leciona,
6ª A do curso matutino e 6ª C do curso
vespertino. A sexta série C contou com a colaboração de alguns alunos do Curso
de Letras, da Universidade Mackenzie,
uma vez na semana, em uma aula: Camila Nogueira, Camila Concato, Palloma Dos
Santos , Rodrigo Sillhos.
Logo nos primeiros dias
de aula do primeiro bimestre, foram distribuídos os exemplares para os alunos.
Os alunos ficaram contentes com a iniciativa de leitura de livro em classe.
A professora Vera,
seguindo a visão de Roxane Rojo entre outros, no que concerne à capacidade de
leitura e às técnicas de abordagens , começou fazendo a ativação de conhecimento de
mundo por meio da análise dos elementos paratextuais da capa,contracapa,folha
de rosto, uma checagem de conhecimentos prévios acerca do título e dos desenhos
contidos nele, perguntando-lhes que
pistas a capa/suporte dava para o conhecimento do gênero que seria estudado. Muitos alunos
responderam às perguntas dizendo que talvez se tratasse de uma história que
retratava personagens do campo, mais
precisamente de uma história de amor.
Fizemos a leitura
compartilhada dos prefácios, um de Flávio Loureiro Chaves, Doutor em Letras, e
outro do próprio autor Érico Veríssimo,
escrito em 1966 e investigamos se eles já conheciam o autor e se haviam lido
algum título apresentado nos prefácios, ao que responderam que o sobrenome não
era estranho e que não tinham lido sequer um título ali mencionados .
Começamos a leitura
compartilhada do livro por fruição. Cada um lia um parágrafo. Inicialmente, os
alunos reclamaram do vocabulário e da dificuldade de ler as palavras, mas
entenderam que se tratava de um livro de
memórias. Depois de três semanas, passamos a deixar a leitura a critério do
aluno, o qual lia o quanto quisesse.
Alguns alunos queriam ler duas, três páginas e outros apenas um parágrafo. A
seguir, passamos a ler uma página para cada aluno, determinando a leitura pelo
número de chamada de modo que aquele que quisesse treinar a leitura em casa poderia
se preparar mais para ler em classe. Por fim, cada um lia uma página sem ter que determinar antecipadamente.
Notou-se uma melhora sensível e gradativa. Não terminamos de ler o livro em
classe. A sexta-série A está um pouco mais adiantada, pois de um total de 285
páginas foram lidas 221 páginas enquanto na sexta-série C foram
lidas 146 páginas ao longo do primeiro semestre.
A professora titular
Vera Lucia, trabalhou filmes para que os
alunos pudessem compará-los com o livro aproveitando para fazer as capacidades
de leitura em relação à localização de informações, elementos da narrativa, às
comparações de informações, vivências semelhantes ou diferentes por parte dos
alunos, às generalizações, impressões e síntese do texto, às inferências
locais, análise semântica e levantamento de dados, estudo da língua, às
percepções de relações de intertextualidade e interdiscursividade, partes ou
palavras do texto e, produção de textos e intertextualidade.
Narradores de Javé, dirigido por Eliane
Caffé apresenta relatos, memórias. Os
alunos perceberam essa intersecção com o livro que traz memórias da personagem
Eugênio, além de de ser um tópico do caderno de aluno, 7º ano, v.1 a ser
estudado. Vejamos abaixo um exercício de compreensão trabalhado em classe e
postado no blog da escola www.aposaaula.blogspot.com .
Exercícios elaborados pela Profª Vera Lúcia Grando
1- O livro de ´´Erico Veríssimo é uma narração:
( ) de fadas.
( ) de contos maravilhosos.
( ) de ficção cinetífica.
(x) de memória.
2- Justifique a sua resposta:
R-O narrador narra a história e ao mesmo tempo deixa a memória e os pensamentos do personagem Eugênio fluírem .
3- Cite o que você sabe sobre Eugênio até a presente leitura.
a) Criança: Provém de uma família pobre e tinha muita vergonha de suas vestimentas e famíllia. Sempre teve complexo de inferioridade, entretanto era muito inteligente e estudioso.
b) Adulto: Eugênio é de origem pobre, porém se casou com uma moça rica, Eunice. Estudou Medicina. Amava Olívia desde o tempo da faculdade. Teve uma filha com Olívia, dado que ficou sabendo após o seu casamento por interesse. Está a caminho do Hospital, pois foi chamado urgentemente,pois Olívia estava prestes a morrer.
4-Em qual pessoa está a voz do narrador?
R- Em 3ª pessoa .
5- O narrador é:
a-(x) onisciente - tudo sabe e comenta.
b-( ) personagem - conta e participa.
c-( )observador- só narra.
1- O livro de ´´Erico Veríssimo é uma narração:
( ) de fadas.
( ) de contos maravilhosos.
( ) de ficção cinetífica.
(x) de memória.
2- Justifique a sua resposta:
R-O narrador narra a história e ao mesmo tempo deixa a memória e os pensamentos do personagem Eugênio fluírem .
3- Cite o que você sabe sobre Eugênio até a presente leitura.
a) Criança: Provém de uma família pobre e tinha muita vergonha de suas vestimentas e famíllia. Sempre teve complexo de inferioridade, entretanto era muito inteligente e estudioso.
b) Adulto: Eugênio é de origem pobre, porém se casou com uma moça rica, Eunice. Estudou Medicina. Amava Olívia desde o tempo da faculdade. Teve uma filha com Olívia, dado que ficou sabendo após o seu casamento por interesse. Está a caminho do Hospital, pois foi chamado urgentemente,pois Olívia estava prestes a morrer.
4-Em qual pessoa está a voz do narrador?
R- Em 3ª pessoa .
5- O narrador é:
a-(x) onisciente - tudo sabe e comenta.
b-( ) personagem - conta e participa.
c-( )observador- só narra.
material preparado
pela profª Vera Lúcia Grando
1- Leia a página 7 da postila v.1 ,7º ano, o item " Para saber mais".A seguir, comente se gostou do filme Narradores de Javé, dirigido por Eliane Caffé.Justifique sua opção.
R. Resposta Pessoal
2- O narrador do filme é:
(x) Personagem, pois conta e participa da história.
( )Observador, porque apenas conta a história.
( )Onisciente, porque conta e julga as personagens.
3-Aponte sobre os narradores do filme e do livro "Olhai os lírios do campo":
a- Semelhanças: Os dois contam fatos ocorridos dentro de um determinado contexto , espaço, tempo.
b- Diferenças: No livro, o narrador está em 3ª pessoa, é onisciente, pois sabe tudo a respeito de seus personagens. Podem-se confundir os relatos de 1ª pessoa da personagem Eugênio com o narrador, uma vez que é dada a voz para a personagem falar.
No filme, o narrador fez parte do enredo do filme.
4- Citem expressões que ouviram ou leram:
a- No filme: resposta pessoal ( Não sou pokemon de Jesus)
b- no livro: resposta pessoal ( carça furada no fiofó)
5-Se você estivesse no lugar daquele povo de Javé, o que faria?
Resposta Pessoal.
6- Como era o local, ambiente de Javé?
a- Pessoas:simples, mal cuidadas, religiosos, apegados ao local,
b- Roupas: feitas por costureiras locais, simples, até rotas.
c-Classe social: baixa.
d- Linguagem:Falar baiano, coloquial, com baixo calão empregado de quando em quando,a maioria das pessoas era analfabeta.
e- Ruas: falta de infraestrutura, sem asfalto, esgoto.
f- Clima : quente, tropical.
g- Hidrografia: Margeava um grande rio que serviu de estação de barragem para a Usina Elétrica. Afundou Javé.
O segundo filme apresentado foi O Menino do Pijama Listrado,
dirigido por Mark Herman deu aos alunos a noção do que foi o nazismo e quem era
o Kaiser temido pela personagem Eugênio. Veja abaixo:
Após de assistir ao filme "O Menino do Pijama Listrado", comente como a 2ª Guerra Mundial influenciou, transformou, modificou a vida de cada menino abaixo:
1- No filme O Menino do Pijama Listrado:
a- Bruno:
b- Schmuel:
2- No livro Olhai os lírios do campo:
Eugênio:
3-De qual garoto você mais gostou? Por quê?
4- Escolha um dos garotos e aponte o que poderia ser feito para solucionar os problemas da vida dele.
Proposta elaborada pela Profª Vera Lúcia Grando
O terceiro passado
aos alunos foram, A Vida é Bela , de Roberto Benigni,complementou o filme
anterior de Mark Herman, O Menino de Pijama Listrado e acrescentou a noção de
fascismo.
I-Compare os dois filmes que você assistiu " O Menino do Pijama listrado e A Vida é Bella.
a- De qual filme você mais gostou? Por quê?
b- Os temas tratados nos filmes apresentam diferenças?Quais?
c-Os temas tratados nos filmes apresentam semelhanças ?Quais?
d- Qual era a raça que Hitler ( Kaiser na Alemanha) e Mussolini (Dulce- na Itália) queriam exterminar da face da Terra?
e- E qual era a raça que eles defendiam como pura?
II- No livro "Olhai os lírios do Campo", quem defende o nazismo de Hitler e o fascismo de Mussolini? (P. 157 a 166/ 188 a 202)
III- Você concorda com esses ideais?
Por quê?
IV- O que os meninos Schmuel e Giosué tinham em comum?
V- O que os meninos Schumuel , Giosué e Bruno tinham em relação à Guerra.
MATERIAL ELABORADO PELA PROFª VERA LÚCIA GRANDO
IV- O que os meninos Schmuel e Giosué tinham em comum?
V- O que os meninos Schumuel , Giosué e Bruno tinham em relação à Guerra.
MATERIAL ELABORADO PELA PROFª VERA LÚCIA GRANDO
O quarto vídeo apresentado aos alunos foi o Documentário 1932, sobre MMDC e a
Revolução Constitucionalista, material produzido pela SE, que permitiu uma
introdução sobre Getúlio Vargas. Não tivemos tempo elaborar exercícios sobre o
documentário, pois já nos encontrávamos na última semana de junho e as férias
interromperam o nosso trabalho.
Além dos filmes, a professora Vera fez pesquisas e um paralelo sobre nazismo, fascismo,
stalinismo, racismo para que os alunos entendessem esses pontos abordados no
livro pelas personagens e tivessem mais
clareza sobre o contexto de produção do livro.
Também foi feito um levantamento de cinquenta
palavras desconhecidas pelo grupo de alunos , uma média de seis grupos por
classe, encontradas no livro. Os alunos gostaram muito dessa atividade. Outra
atividade desenvolvida em classe foi a elaboração de trinta perguntas com
respostas, um trabalho em dupla.
Notamos nessa atividade que apenas
quatro alunos não souberam fazer perguntas coerentes e responder de modo
coerente.
Na volta, em agosto, na primeira semana,
fizemos um jogo em classe. Dividimos as classes em grupos e cada grupo diria se
o fato apresentado, referente à personagem Eugênio, pertencia à sua infância, à
sua adolescência, ao período da faculdade ou á fase de adulta-médico. Nesse
jogo os alunos puderam testar a memória individual e em grupo. De vinte
perguntas apenas um grupo atingiu dez acertos (6ª A) os demais oito ( 6 A),
seis (6C), cinco (6 A e 6C), quatro (6 A e 6 C), três ( 6 C). Ressalva-se
ainda que não terminamos a leitura do livro.
Professores bolsistas do PIBID desenvolveram várias atividades em classe, 6C, as quais contribuíram não só com o desenvolvimento de
itens do caderno do aluno como também com a interpretação do livro : “Olhai os
lírios do Campo”, de Érico Veríssimo . Iniciaram em classe com a releitura do primeiro capítulo do
livro. Na semana seguinte fizeram uma revisão sobre o que é notícia , sua
estrutura, abrangendo os seus vários segmentos e canais de comunicação e
passaram alguns exercícios que foram corrigidos e entregues na semana seguinte.
Em outro momento,
propuseram a confecção de uma notícia
escrita a respeito da morte de Olívia, personagem do livro. Nem todos os alunos
fizeram, mas aqueles que aceitaram a proposta leram a seguir para a classe.
Vale lembrar que o desfecho de morte de Olívia teve um final e contexto
diferente nos trabalhos apresentados, pois até naquele momento, sabia-se que
ela havia morrido, mas não era de conhecimento dos leitores a causa da morte,
somente que ela não sobreviveu à uma
cirurgia. Esta tarefa também foi feita na 6ª A com a orientação da Professora
Vera.
Os alunos recortaram
cartazes e pintaram seus microfones para o trabalho seguinte. Elaboraram uma entrevista para fazê-la ao vivo, seus
entrevistados foram amigos, médicos, pais. Durante a apresentação alguns
trabalhos foram filmados com as devidas
autorizações documentadas dos pais de alunos. A filmagem ainda não foi apresentada à escola pelos
bolsistas. Lembra-se que este conteúdo também faz parte do caderno do aluno ,
7º ano. Vale dizer, que a 6{ série A também trabalhou a entrevista, porém não
foram feitas as filmagens.
Depois das atividades mencionadas,
trabalharam os gêneros música e poesia para Margaret, personagem do livro. Os
alunos fizeram , leram , cantaram . por fim houve uma confecção de cartazes com
fotos dos alunos trabalhando em classe , e um cartaz representou o
bullying que Genoca sofreu na escola.
Foi também elaborada uma entrevista pela
professora, na qual o aluno deveria entrevistar os pais ou alguém responsável
por ele a respeito do aborto, pois no livro há a personagem Dora que fez aborto
e morreu. Alguns devolveram por escrito as
entrevistas que fizeram oralmente .
A professora também
atentou-se para o fato do conhecimento dos alunos, quando trabalhou o texto de
Mateus.6 .Notou que os alunos não conheciam a planta “lírio”. Foi quando buscou
mudas no viveiro do Ibirapuera e as plantou na horta da escola junto aos
alunos. Naquele momento, a professora solicitou que alguns alunos falassem aos
demais os seus desejos para as plantas ali plantadas. Poderia ser uma poesia ou
um oração também como um pensamento. Alguns se manifestaram, dizendo coisas
boas, por exemplo: cresça e fique bonita! Que Deus de forças para crescer!
E nesta semana a professora estabeleceu um
debate em classe, no qual o aluno deveria fazer uma escolha entre acusar ou
defender a personagem Eugênio. Os alunos escreveram seus argumentos e diante
dos colegas de classe tomaram a sua posição. Foram trinta e oito argumentos
desfavoráveis à personagem Eugênio e seis favoráveis.
Na última fase do desenvolvimento da leitura,
solicitamos a busca de palavras, em que houvesse dígrafos e encontros
consonantais, verbos no presente, pretérito perfeito e imperfeito do
indicativo.
Assim
terminamos a leitura do livro com a pesquisa de dados e retomada de conteúdos
dados no início do ano e anos anteriores e confeccionamos cartazes sobre os
itens pesquisados pelos alunos, tais como personagens que compunham a família
de Eugênio Fontes ( Ângelo Fontes-pai, Alzira Fontes- mãe, Ernesto Fontes –irmão,
Anamaria-filha,Olívia Mirante-amante, Eunice Cintra- esposa, Cintra-sogro);personagens
do Columbia College e conhecidos de Eugênio: Professor Mr. Tearle, Mário, Alcebíades,
Acélio Castanho, Tulio Altamira, Isabel, Dora, D. Frida Falk, Hans Falk,
Filipe, MC.Hyde, Coronel Tinoco, Simão Kantermann, D. Amélia, Aurora Mendonça,
Sr. Dubov, Madame Dubov,Dr. Florismal; personagens médicos do livro: Eugênio,
Seixas, Teixeira Tienes, Olívia Miranda,
Candia , Dubov e Jekyll-personagem do livro “O Médico e o Monstro”, de
Robert Louis Stevenson ;personalidades mencionadas no livro: Cristo, Hitler, Mussolini,
Stálin, Diego Riviera ( pintor), Wagner (músico) .Outros cartazes apontavam as
características das personagens, por exemplo, Eugênio : o sentimento de
inferioridade percorreu durante toda a sua vida, quando criança tinha medo do
Kaiser,, foi satirizado pelos colegas, escondeu-se de seu pai no jardim para
que ninguém descobrisse que ele era pobre, pois tinha vergonha de seu pai
Ângelo e de sua pobreza, na adolescência ficou desapontado e envergonhado, quando
um senhor inglês pediu-lhe que cuidasse de seu cachorro, já na faculdade,
ignorou seu pai na rua quando estava em companhia de seu amigo rico –Alcebíades,
sonhava com Olívia, mas queria ficar rico. Formado, casou-se com Eunice, mas
teve amantes e uma filha com Olívia. Das suas paixões o dinheiro esteve sempre
em primeiro lugar e Margareth, Eunice, Isabel foram paixões levianas, todavia
seu verdadeiro amor foi Olívia, que era humana, médica que defendia a medicina
socializada. Teve uma filha com Olívia, Anamaria, sonhadora, feliz, animada.
Os locais do livro também serviram para a realização
de cartazes: Rio grande do Sul, Porto Alegre, Megatério, Country Club, fazenda,
Edelweis-bar, Edifício Hora, fábrica, Columbia College, Nova Itália, Vila de
São Martinho, parque, Hospital, casas de personagens, citação de Marrocos, França , Rússia, Alemanha
e Itália.
Os temas apresentados nos cartazes foram os
seguintes: A Medicina deve ser socializada?
Quarenta e sete alunos responderam que sim e dois que não. O que os
senhores pensam a respeito de construção de megatérios? O que você acha sobre o
bullying? O que você pensa sobre o
aborto? O dinheiro é mais importante que um grande amor? Você concorda com
Matheus 6? O que pensa sobre a personagem Eugênio em “Olhai os lírios do campo”?
Em quase todas as respostas comentam-se a pobreza e o sofrimento de Eugênio e que o
autor soube fazê-lo, em apenas uma resposta diz-se que ele foi fraco. Os alunos gostaram da
personagem de Eugênio.É importante notar
que na escrita, os alunos defenderam Eugênio, porém no debate, acusaram-no.
Isso demonstra que os sentimentos deles pela personagem não ficaram bem
definidos.
Em outubro foram apresentados os trabalhos na
Mostra Cultural da Caetano de Campos.
Referências
MEC. Lei de Diretrizes e Bases-
LDB, 1996.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais.
Língua Portuguesa. Brasília:MEC/SEF,
1998.
ROJO, Roxane.
Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo: SEE:
CENP,2004. Texto apresentado em Congresso realizado em maio de 2004.
SE. Curso de Formação do Estado de São Paulo,
2010.
SE.Currículo
do Estado de São Paulo- Linguagens, Codigos e suas Tecnologias,2010
SCHNEUWLY, B; DOLZ, J. "Os gêneros
escolares – das práticas de linguagem aos objetos de ensino". In: Gêneros
orais e escritos na escola. São Paulo: Mercado de Letras, 2011, p. 71)
VERÍSSIMO, Érico.Olhai os Lírios do Campo. Companhia das
Letras.8ª
impressão,205.
São Paulo, agosto de 2013.
sábado, 24 de agosto de 2013
Pandora citada em Memórias P.B.C
Pandora
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Origem[editar]
Foi a primeira mulher que existiu, criada por Hefesto (deus do fogo, dos metais e da metalurgia) e Atena (deusa da estratégia em guerra, da civilização, da sabedoria, da arte, da justiça e da habilidade) auxiliados por todos os deuses e sob as ordens de Zeus. Cada um lhe deu uma qualidade. Recebeu de um a graça, de outro a beleza, de outros a persuasão, a inteligência, a paciência, a meiguice, a habilidade na dança e nos trabalhos manuais. Hermes, porém, pôs no seu coração a traição e a mentira. Feita à semelhança das deusas imortais, destinou-a Zeus à espécie humana, como punição por terem os homens recebido de Prometeu o fogo divino. Foi enviada a Epimeteu, a quem Prometeu recomendara que não recebesse nenhum presente dos deuses. Vendo-lhe a radiante beleza, Epimeteu esqueceu quanto lhe fora dito pelo irmão e a tomou como esposa.Epimeteu tinha em seu poder a Caixa de Pandora que outrora lhe haviam dado os deuses, que continha todos os males. Avisou a mulher que não a abrisse. Pandora não resistiu à curiosidade. Abriu-a e os males escaparam. Por mais depressa que providenciasse fechá-la, somente conservou um único bem, a esperança. E dali em diante, foram os homens afligidos por todos os males.
Hesíodo conta duas vezes o mito de Pandora; na Teogonia não lhe dá nome, mas diz (590-93)3 :
Hesíodo segue lamentando que aqueles que tentam evitar o mal das mulheres evitando o casamento não se sairão melhor (604–7):
- Dela vem a raça das mulheres e do gênero feminino:
- dela vem a corrida mortal das mulheres
- que trazem problemas aos homens mortais entre os quais vivem,
- nunca companheiras na pobreza odiosa, mas apenas na riqueza.
Em Os trabalhos e os dias (60-105) Hesíodo reconta o mito, desta vez chamando de Pandora a primeira mulher4 .Hesíodo admite que, ocasionalmente, um homem encontra uma mulher boa, mas ainda assim o "mal rivaliza com o bem."
- Ele chega à velhice mortal sem ninguém para cuidar de seus anos,
- e, embora, pelo menos, não sinta falta de meios de subsistência enquanto ele vive,
- ainda, quando ele está morto, seus parentes dividem suas posses entre eles.
Nesta versão também, por ordem de Zeus, Hefesto molda em barro uma adorável moça, Atena lhe ensina as artes da tecelagem, Afrodite a embeleza, e Hermes lhe dá "uma mente despudorada e uma natureza enganosa" (67-8). As Cárites e as Horas a adornaram, e por fim Hermes lhe deu a voz e um nome, Pandora, porque "todos os que habitam o Olimpo lhe deram um presente, uma praga para aqueles que comem pão" (81-2). E Hermes a leva a Epimeteu, que a recebe. O mal (doenças e trabalho) começa quando Pandora abre o jarro5 (pithos) (não caixa, esta uma corrupção textual posterior6 ) e pragas incontáveis saem dele. Só a esperança não sai do jarro.
- (jun/2012) — Checar, na mesma referência (Hesíodo. Os trabalhos e os dias. ed. Iluminuras, págs.74/75), as possibilidades de tradução para o que resta no jarro, não só como 'esperança', mas como 'expectação, espera', num sentido mais próximo talvez do que seria ainda um dos tantos males ali colocados.***
Interpretação[editar]
A inversão do mito[editar]
Jane Ellen Harrison, estudando a cerâmica grega sugere que houve antes de Hesíodo outra versão do mito de Pandora.Uma ânfora do séc. V a.C.,7 mostra Pandora subindo da terra (anodos) na presença de Hefesto, Hermes e Zeus. Essa representação era comum para a deusa da terra (como Gaia ou outra de suas formas).
"Pandora é, no ritual e na mitologia matriarcal, a terra como Kore, mas na mitologia patriarcal de Hesíodo sua grande figura é estranhamente transformada e diminuída."8 .
Num profundo estudo sobre a transformação do mito, Dora e Erwin Panofsky levantam todas as referências literárias e iconográficas sobre ele9 . Entre os romanos nunca foi muito citado, desapareceu na Idade Média, e só ressurgiu na Renascença, na França.
Referências
- ↑ Lidell, H. G., , Scott, R. A Greek-English Lexicon. Pandora, p. 1091
- ↑ Pucci, P. Hesiod and the language of poetry, p. 96
- ↑ Hesiod Theogony - Theoi
- ↑ Hesiod Works and Days in Theoi Greek Mythology
- ↑ Verdenius, W. J. A comentary on Hesiod: Hesíodo não conta de onde veio o jarro, talvez na época fosse conhecido um mito sobre o jarro que Prometeu roubara de Zeus e escondera.
- ↑ Jane Ellen Harrison, escreveu em "Pandora's Box" The Journal of Hellenic Studies 20 (1900: 99–114) que Erasmo de Roterdã, ao traduzir Hesíodo, confundiu a palavra grega pithos com a similar latina para caixa.
- ↑ Ânfora no Ashmolean Museum, Oxford, Grã-Bretanha - Theoi
- ↑ Jane Ellen Harrison, Prolegomena to the study of greek religion, pág. 284
- ↑ Panofsky, Dora e Erwin. A caixa de Pandora - As transformações de um símbolo mítico, Companhia das Letras
Bibliografia[editar]
- Hesíodo. Os Trabalhos e os Dias São Paulo: Iluminuras, 1990.
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Realmente a cultura nacional vem sendo pouco valorizada a bastante tempo, espero poder reproduzir aqui mais algumas lendas.
Acho bastante interessante fazer uma crítica bem medida a respeito.
Um grande abraço, estarei sempre "dando uma voltinha" no "RELICÁRIO DE IDEIAS". :D